A primeira etapa do 2º Evento de Inovação já ocorreu com o Inova Camp e o Hackathon Fiocruz 2019. Foram quatro dias de pura criatividade e mão na massa.

O evento começou nos dias 28 e 29 de novembro com o Inova Camp. A partir de um modelo inovador, importado pelo consultor sênior de mobilização pública e captação de recursos Marcelo Iniarra, os participantes puderam conhecer novas técnicas para engajar pessoas e casos inspiradores, por meio de palestrantes reconhecidos em suas áreas de atuação. Estiveram por lá o coreógrafo e dançarino Carlinhos de Jesus; o economista de formação e líder da área internacional de captação de recursos da ActionAid, Bruno Benjamin; o especialista em branding, design gráfico, marketing digital e vendas, Marcelo Maceo; a redatora Joana Mendes; diretor do Bairro da Juventude dos Padres Rogacionistas, Anézio de Souza; e a empreendedora no mundo de captação de recursos, Flavia Lang, que também foi uma das responsáveis pelo conceito do Inova.

No final, em um laboratório de ideias, os participaram puderam colocar em prática tudo o que aprenderam. Eles tiveram que apresentar protótipos para os seguintes desafios: construção de aplicativos para a troca de experiências entre mães que vivem nos hospitais com seus filhos; campanha de prevenção do câncer de pele; web reality show da terceira idade; e campanha para salvar o MAR, que corre o risco de fechar.

O Inova Camp contou com 40 participantes. Foto: Vivian Fernandez

O Inova terminou animado com muita música da Orquestra Verde, composta por estudantes de escolas públicas que utilizam material reciclável para construir seus instrumentos. Essa iniciativa casou com a proposta do evento que prezou pela valorização de organizações sociais e sustentabilidade. Foram convidados também o Maré de Sabores e a Cervejaria Caetés para servir no happy hour. Os crachás foram feitos de papel semente, tipo de papel artesanal que invés de virar lixo se transforma em belas plantas.

Nos dias seguintes (30 de novembro e 1º de dezembro), foi a vez de designers, programadores e diversos especialistas de diversas área de atuação entrarem em cena, em uma maratona na busca de soluções para quatro relevantes desafios: uma rede digital que envolva a população no combate às arboviroses; um aplicativo para ajudar no tratamento de pessoas com tuberculose; a criação de um “chatbot” para atuar em canais de comunicação da Fiocruz; e uma plataforma para ampliar a vigilância de focos de carrapatos transmissores da febre maculosa.

Nesta segunda edição do Hackathon, o número de mulheres mais do que dobrou. Desta vez foram 10 participantes, diferente da primeira edição em 2016 que contou com apenas 4. Das oito equipes formadas 5 eram compostas por mulheres desde 21 até os 56 anos.

Hackadoidos, P21, Daxllab e View Model Robusta foram as equipes vencedoras e poderão desenvolver seus protótipos na Incubadora de Ideias a ser realizada em 2020. Eles terão seis meses para desenvolver os aplicativos a fim de que possam ser utilizados pela sociedade. E nesse tempo, administrarão oficinas de programação gratuita para jovens da periferia que desenvolverão um app que mapeará os equipamentos culturais da Zona Norte do Rio.

Vencedores do Hackathon Fiocruz 2019. Foto: Rodrigo Méxas

Ainda em 2020 será realizado o Inspire-se, que será um encontro de dois dias com o objetivo de discutir sobre posicionamentos de marca em tempos disruptivos, economia criativa que emerge das favelas, caminhos de inovação em tempos de crise financeira, entre outros assuntos.

O 2º Evento de Inovação conta com o patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura através da lei Municipal de Incentivo à Cultura e também das empresas IBM, Johnson & Johnson, Nova Rio, Dataprev, Grupo Seres, ONS, Grupo Libra, Contacta, Concremat e Soenergy.